Sabe aquela sensação de estar perdida entre caminhos conhecidos e ao mesmo tempo desconhecidos? Isto é eu, percorrendo milhas e milhas em meus pensamentos, encontrando pseudo soluções para problemas imaginários, respostas para situações que não aconteceram, desculpas contraditórias para meus atos descompassados, perguntas formuladas que eu sei que nunca encontrarei uma resposta certa, pois a única pessoa que poderia ser capaz de responder está muito longe daqui, e mesmo se estivesse perto, preferiria ficar com esse amontoado de dúvidas e cortes do que olhar para seu semblante patético.
Tanta coisa aconteceu desde que eu parei de me refugiar em minhas palavras, que eu não sei mais colocar ordem em todas essas frases desconfiguradas que se passam em minha cabeça. Na verdade, nunca entendi o motivo principal desse afastamento repentino de umas das únicas coisas que me fazia sentir conforto. E agora tanto faz, não vou patrulhar em becos escuros do meu consciente através de respostas, pois sei que encontrarei marcas das quais não quero sentir a dor novamente, e bem, eu já tenho marcas suficientes para cicatrizar no presente.
Sinto meu coração pulsando tão forte em meu peito que as vezes acho que ele irá sair pela boca, mas em momentos, sinto um buraco tão imenso e tão frio que chega arrepiar minha pele. Nesses últimos meses, encontrei tantos pseudo amores, e acho que foi isso que me enfraqueceu. Me sinto uma bagunça ambulante, e toda vez que tento organizar, bagunço mais ainda. Chega uma hora que cansa se doar, cansa por a cara pra bater, cansa ver as coisas darem errado. E essa hora já chegou faz tempo. Confesso que não sei o que fazer, na verdade até sei, sei que fazer uma limpeza e retirar todas as bagagens desnecessárias é o melhor, mas sinto uma pontinha de medo, medo de se arrepender, medo de por coisas foras e amanhã sentir falta.
Tem tanta coisa entalada aqui dentro, que parece que se eu gritasse aos quatro ventos tudo isso até ficar sem voz ainda não seria suficiente. Tem tanta coisa me engasgando diariamente. Tem tanta coisa mal resolvida para se resolver, tantos sentimentos esquisitos aglomerados formando uma bola de neve gigante.
Tem tantos sentimentos incompletos que eu não sei o que fazer com eles. Tem angústia, tem raiva, tem dor, tem arrependimento, tem tudo isso e mais um pouco, tudo misturado. Tento desenrolar, separar um por um, mas é um ''trabalho'' cansativo que acaba me desgastando ainda mais.
A verdade é que a causa de tudo é isso tem um nome específico, um sobrenome específico. Você chegou de mansinho e quando eu vi já havia quebrado minha barreira protetora de gelo. E eu deixei, eu confiei, eu criei expectativas e em menos de três meses tudo se fora pelo ralo, e eu me vi em crise, com um coração despedaçado novamente. E já se passou cinco meses, e não tem um único dia sequer que alguma lembrança tua não surja em meus pensamentos. Eu sinto tanta falta, como eu sinto, só eu sei. Eu saí, eu fiz festa, eu bebi, eu conheci outras pessoas, mas toda vez que eu chegava em casa e deitava a cabeça em meu travesseiro, era seu cheiro que eu queria sentir. Era seus braços que eu queria que me acolhessem. Era você.
Mas, toda vez que eu sinto sua falta, eu me lembro tudo o que você me fez, toda a dor que me fez sentir e a saudade já não é mais saudade, é um sentimento transitório entre o vazio e raiva por estar perdendo meu tempo pensando em você.
O problema é que eu crio expectativas em cima de castelos feitos sob areia movediça. Eu confio demais. Eu espero demais.
Estaria feliz se fosse só isso que tumultuasse meus pensamentos. Há tantos pequenos sentimentos que eu cultivei nesses últimos tempos. Sentimentos que são confusos até pra mim, por isso eu deixo ali, deixo a bola de neve quieta. Sei que preciso desfazê-la, e estou fazendo aos poucos. Aos poucos vou me livrando dessas bagagens, uma por uma, parcela por parcela.
terça-feira, março 04, 2014
sábado, dezembro 07, 2013
terça-feira, dezembro 03, 2013
Tem dias...
Tem
dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos
buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites
para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude
é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente
sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima,
normais que somos.
- Martha Medeiros
- Martha Medeiros
segunda-feira, novembro 25, 2013
''Não se prenda a ninguém. Porque se te soltarem,você cai.''
Meu grande erro é sempre criar altas expectativas em cima de um terreno movediço e incerto. Uma coisa é gostar, dar carinho é diferente. Mas, alguém explica isso pro meu coração? Ele insiste em se jogar no precipício sem saber se vai ter alguém lá em baixo para amortecer minha queda e me salvar em seus braços.
''Não se prenda a ninguém. Porque se te soltarem,você cai.''
''Não se prenda a ninguém. Porque se te soltarem,você cai.''
sexta-feira, novembro 22, 2013
Se você precisa ir, então vai
''Se você precisa ir, então vai. De bagunça e pesos desnecessários já basta eu. Pode ir, já estou acostumada a depositar sentimentos e expectativas em algo que não irá dar certo. ''
sexta-feira, outubro 18, 2013
Já passa
Chuck: Por que você tá chorando?
Blair: Porque eu te amo e não aguento mais um dia sem você. Porque suas provocações me fazem ficar mal, porque seu desinteresse dói lá no fundinho. Porque eu sinto falta de tudo que nós vivemos, sinto falta dos seus carinhos, seus beijos, sinto falta do jeito como me tratava. Porque você me trata mal, porque você não tá nem aí pra mim, porque eu passo o dia me perguntando como você tá, porque dói saber que você fica com outras, que você faz outra menina sentir tudo que eu sinto. Porque eu tô cansada de te amar e não poder demonstrar, tô cansada de tentar te mostrar que sinto a sua falta e só levar patada, corte. Porque eu cansei de fingir que é passado, que eu não tô nem aí. Porque eu odeio a incerteza, odeio sua indiferença. Porque eu te amo. Não é nada, não se preocupa. Já passa.
Blair: Porque eu te amo e não aguento mais um dia sem você. Porque suas provocações me fazem ficar mal, porque seu desinteresse dói lá no fundinho. Porque eu sinto falta de tudo que nós vivemos, sinto falta dos seus carinhos, seus beijos, sinto falta do jeito como me tratava. Porque você me trata mal, porque você não tá nem aí pra mim, porque eu passo o dia me perguntando como você tá, porque dói saber que você fica com outras, que você faz outra menina sentir tudo que eu sinto. Porque eu tô cansada de te amar e não poder demonstrar, tô cansada de tentar te mostrar que sinto a sua falta e só levar patada, corte. Porque eu cansei de fingir que é passado, que eu não tô nem aí. Porque eu odeio a incerteza, odeio sua indiferença. Porque eu te amo. Não é nada, não se preocupa. Já passa.
domingo, outubro 13, 2013
Não mais
“Tô aqui
aprendendo que nem todos dão valor ao que você pode oferecer, e acabar
demonstrando afeto demais começa a encher o saco, e eu digo tudo isso da minha
parte. Chega de ligações, preocupações, sentimentos demonstrados aos extremos.
Vou ficar mais relax mesmo… não quer me ligar, não liga, mas também não
ligarei. Não quer me ver, não me veja, mas também não sairei que nem doida
atrás de você pra saber se a gente vai se ver, que horas é o nosso encontro,
não mais.”
— Caio Fernando Abreu
— Caio Fernando Abreu
domingo, setembro 15, 2013
De volta
Quando me machuco ou me decepciono muito, invés de colocar tudo isso para fora, eu guardo pra mim, fico remoendo lá no fundo da minha mente. E não consigo passar para o papel tudo que eu sinto. Mas tudo passa, não é?. Quando a vontade incessante de escrever surge, já sei que superei e que não me incomoda mais.
O começo desse ano foi bagunçado e tudo aconteceu da última maneira que eu achei que poderia acontecer. Errei muito e errei feio. Errei para não machucar alguém e quem saiu quase morta depois de uma batalha naval, fora eu.
O amor é tão simples e a gente sempre complica. Depois é fácil dizer ''ah, o amor só sabe machucar''. Mas quando algo machuca muito, não é amor. É qualquer outra coisa, menor amor.
Meu coração estava voltando a ser leve e nem era mais preciso usar curativos, pois as cicatrizes estavam curadas. Mas, você apareceu, dizendo um amontoado de palavras, e eu fiquei sem chão. Como pode, você se apaixonar por mim? Desde o começo, a gente combinou que era brincadeira e que não ia passar disso. Agora, você estava lá, parado em minha frente, com os olhos brilhando, como eu poderia dizer não? Agora eu vejo, se eu tivesse dito não, teria poupado tanto estress, tantas noites sem sono, tantas brigas, tantos gritos e tantos cortes.
Uma escolha errada, resultou em tantas coisas erradas esse ano, mas eu consegui fazer a escolha certa, sabendo que perderia você, perderia aqueles três anos de confidências e segredos. Fiz o certo, mas perdi você, e parecia que havia perdido um pedaço de mim. Mas você nunca entendeu, e talvez eu nunca consegui deixar bem claro o que eu sentia. Eu o amava tanto, mas o amava como uma amiga, nunca como namorada.
Era tanta informação para minha cabeça. Era tanta coisa errada acontecendo... Mas agora tudo se ajeitou sabe? Eu estou tão feliz. Feliz como não me sentia há muito tempo. Minhas dores de cabeça cessaram. O estress passou. As madrugadas agonizadas e o choro em meu travesseiro ficaram lá trás.
Estou fazendo o que eu mais amo, e a cada dia percebo que não fui eu que escolhi ser veterinária, ela que me escolheu. Achei meu lugarzinho. Encontrei amizades que valem a pena e talvez mais um romance, quem sabe né?
terça-feira, fevereiro 26, 2013
O novo.
Não sei o que me fez trancar minhas palavras em folhas de papéis e guardá-las a sete chaves em uma gaveta. Talvez não me sentisse mais confortável em expor meus sentimentos, já que toda vez que o fazia, acabava por quebrar a cara. Mas acho que depois de 365 dias superei esse trauma e resolvi dar as caras por aqui novamente.
O que dizer, por onde começar.... Essas duas perguntinhas fizeram-me ficar olhando este quadrado branco por dias, sem saber exatamente o que escrever. E ainda não sei como transformar meus pensamentos vagos em frases com algum sentido.
O tempo passou depressa, 2012 passou voando, e eu nem lembro o exato momento em que curei as fendas que haviam em meu peito. Só sei que elas se fecharam e ficaram guardadas em alguma gaveta qualquer, recheada com lembranças de amores baratos de verão.
Descobri que o meu grande problema era me entregar demais pro desconhecido. Entrar de cara e coração em caminhos que eu não tinha garantia alguma que eram seguros. Mas fiz dos meus erros uma lição. Até parei de gritar aos quatro ventos o que me aborrecia ou o que me fazia triste. Guardei pra mim sabe? Porque afinal de contas, poucas pessoas realmente se importam, a grande maioria não passa de curiosos, loucos pra ter uma pitadinha de fofocas em suas pacatas vidas. Descobri e provei de tantos -pseudos- amores em pouco tempo que cansei de conhecer príncipes encantados que não passavam de idiotas enrolados em um papel laminado. Mas o principal foi que eu cansei de acreditar nas pessoas e em suas ''boas'' intenções. Depois de tantos tapas na cara a gente aprende a bater também.
Esse ano não começou exatamente como eu planejava. E não começou por erro meu, por preguiça minha... Confesso. Mas confesso também que depois que eu resolvi levantar da cama e buscar fazer minha vida como eu queria, as coisas começaram a andar para frente. A verdade é que eu me acomodei. Por um breve segundo achei que tudo cairia do céu, mas voltei a realidade rapidinho quando vi que estava me aborrecendo com coisas que eu não precisava me aborrecer. E foi ai que eu percebi que havia algo ''errado'''. Mas não tinha nada errado não, era mais uma daquelas mudanças loucas que bagunçam a vida, o pensamento e tudo que está ao nosso redor. E depois que eu passei a entender o que estava acontecendo, tudo ficou mais fácil. Me permiti a desfrutar do novo que estava se acomodando em minha ''nova'' vida. E não é que eu gostei? Me livrei de muitos sentimentos importunos e pesos desnecessários. Estou me permitindo a conhecer caminhos novos, afinal é uma fase nova não? Acabou o ensino médio e suas bobices. E agora estou a caminho de uma profissão da qual sempre fui apaixonada. Faculdade, novos pensamentos, novas amizades, novo, tudo novo. Acho que a palavra que define o meu hoje é ''o novo''. A cada dia estou percorrendo caminhos desconhecidos e deixando muitas coisas para trás. E talvez tenha que ser assim, as mudanças são assim, não são? Quando você dá um passo para frente, automaticamente alguma coisa fica para trás.
Strip my mind- Red hot chilli peppers
O que dizer, por onde começar.... Essas duas perguntinhas fizeram-me ficar olhando este quadrado branco por dias, sem saber exatamente o que escrever. E ainda não sei como transformar meus pensamentos vagos em frases com algum sentido.
O tempo passou depressa, 2012 passou voando, e eu nem lembro o exato momento em que curei as fendas que haviam em meu peito. Só sei que elas se fecharam e ficaram guardadas em alguma gaveta qualquer, recheada com lembranças de amores baratos de verão.
Descobri que o meu grande problema era me entregar demais pro desconhecido. Entrar de cara e coração em caminhos que eu não tinha garantia alguma que eram seguros. Mas fiz dos meus erros uma lição. Até parei de gritar aos quatro ventos o que me aborrecia ou o que me fazia triste. Guardei pra mim sabe? Porque afinal de contas, poucas pessoas realmente se importam, a grande maioria não passa de curiosos, loucos pra ter uma pitadinha de fofocas em suas pacatas vidas. Descobri e provei de tantos -pseudos- amores em pouco tempo que cansei de conhecer príncipes encantados que não passavam de idiotas enrolados em um papel laminado. Mas o principal foi que eu cansei de acreditar nas pessoas e em suas ''boas'' intenções. Depois de tantos tapas na cara a gente aprende a bater também.
Esse ano não começou exatamente como eu planejava. E não começou por erro meu, por preguiça minha... Confesso. Mas confesso também que depois que eu resolvi levantar da cama e buscar fazer minha vida como eu queria, as coisas começaram a andar para frente. A verdade é que eu me acomodei. Por um breve segundo achei que tudo cairia do céu, mas voltei a realidade rapidinho quando vi que estava me aborrecendo com coisas que eu não precisava me aborrecer. E foi ai que eu percebi que havia algo ''errado'''. Mas não tinha nada errado não, era mais uma daquelas mudanças loucas que bagunçam a vida, o pensamento e tudo que está ao nosso redor. E depois que eu passei a entender o que estava acontecendo, tudo ficou mais fácil. Me permiti a desfrutar do novo que estava se acomodando em minha ''nova'' vida. E não é que eu gostei? Me livrei de muitos sentimentos importunos e pesos desnecessários. Estou me permitindo a conhecer caminhos novos, afinal é uma fase nova não? Acabou o ensino médio e suas bobices. E agora estou a caminho de uma profissão da qual sempre fui apaixonada. Faculdade, novos pensamentos, novas amizades, novo, tudo novo. Acho que a palavra que define o meu hoje é ''o novo''. A cada dia estou percorrendo caminhos desconhecidos e deixando muitas coisas para trás. E talvez tenha que ser assim, as mudanças são assim, não são? Quando você dá um passo para frente, automaticamente alguma coisa fica para trás.
Strip my mind- Red hot chilli peppers
terça-feira, fevereiro 14, 2012
Presentinho
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Colorir
Aqueles sentimentos cinzentos ficaram para trás, as marcas, as feridas... Era como se tivesse sido apenas um pesadelo, e a sensação de tremor logo depois que acorda, num susto, então o vazio, e finalmente a sensação deu-se trégua, esbarrou e sumiu. Meu coração, que ficou muito tempo trancafiado em um baú – o qual eu consumi a chave-, voltou a dar as caras. Aos poucos foi derretendo aquela grossa camada gelada que se formou nos meses de escuridão que se passaram, e por fim voltou a bater... Dando indícios que talvez, pelo acaso estava novamente batendo por alguém, e isso às vezes me faz perder o sono.
Não quero mais algumas cicatrizes, parei de colecionar decepções. Mas é meio que inevitável lutar contra a razão, logo eu, que sempre fui guiada 100% pelos meus sentimentos – e talvez esteja ai meu erro, me doar demais, amar demais, querer demais, esperar demais-. Se for pra ser, que seja então, sem precipitações, sem choros antecipados, sem dores, que seja intenso, que dure o que deve durar e o principal, que valha a pena. A palavra amar e seus vastos significados me deixam paranoica. Isso, o amor é uma coisa que enlouquece a gente devagar.
Tive excesso de amores errados, promessas falsas, idas e vindas que por fim me transformaram numa bela confusão, e quanto mais eu tentava me entender, mais bagunçadas as coisas se tornavam. E foi no meio desse desastre catastrófico, no caos que eu havia me tornado, percebi que o avesso era o meu lado certo. Que havia barreiras que eu precisava ultrapassar, renovando os limites e alterando minhas apostas.
Talvez o tempo tenha sido o responsável pela minha grande mudança, ou o acaso, ou os erros cometidos, ou decepções e ilusões, ou até eu mesma por si só. Precisava de uma mudança brusca, que arrancasse a rotina que havia se transformado meu mundo. Estava rodeada de meios sentimentos, meias pessoas. E eu não me acerto com o transitório. Ou é inteiramente, ou simplesmente não é nada,
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Passou
Sem rancor, sem nenhum rastro de saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. As vezes até achava que ainda poderia sentir alguma coisa, talvez lá no fundo, mas depois de alguns dias convivendo com você novamente, eu percebi. Passou.
terça-feira, janeiro 24, 2012
Apostas
Quem diria que eu, sempre aquela explosão de sentimentos pudesse estar em paz. Entender as coisas nunca me ajudou, pelo contrário, fazia aumentar a bagunça. Olho todas as opções possíveis de caminho. O que tiver mais coração, eu sigo. Comecei a apostar em minha intuição, fazer o que é necessário no momento, sem deixar pra depois. Esperar que o destino interviesse é apenas uma desculpa para culpá-lo quando não sai como planejado.
domingo, janeiro 15, 2012
Transição
Minha cabeça está vazia, por completo. Sem nenhum pensamento agitado, muito menos meu coração saindo pela boca. É uma sensação nova, que veio junto com o novo ano que chegou. Toda aquela antecipação e ansiedade estão cessando pouco a pouco. Comecei a aproveitar o hoje e parar de sofrer por coisas e sentimentos que talvez nem cheguem a acontecer. Acho que era isso que eu necessitava e ansiava tanto, um pouco de paz. Um pouco de liberdade por parte dos meus sentimentos. Um tempo, de verdade para meu coração, meu corpo e minha mente se curassem de velhas feridas. Chamo isso de ‘’ meu período de transição’’, estou me acostumando com as mudanças que aconteceram em minha vida e até em mim mesma
terça-feira, dezembro 27, 2011
Romance barato de verão
Humor incerto, pensamentos nebulosos, coração quase saindo pela boca. Às vezes o vazio, às vezes um turbilhão de sentimentos. Nada está definido. Acho que isso se chama período de transição. Às vezes, bem no fundo, sinto falta daquele velho amor, porém desgastou, e agora acho que é um alívio estar longe. Sinto que estou derretendo a barreira que construí pra privar meu coração de psedos- decepções que viriam a seguir, mesmo não querendo, mesmo fazendo tudo para impedir. Passei dias tentando entender o porquê de tudo isso, de estar se importando mais do que o aceitável, estar morrendo de ciúmes, sentir aquele velho friozinho na barriga quando ele se aproxima, e ficar congelada quando ele me abraça, de ficar hipnotizadas com aqueles penetrantes olhos verdes. E no final das contas, eu acho que estou me apaixonando de novo. Não achava que isso fosse possível, mas estou encarando os fatos. Mas admito que rezo que seja apenas um romance barato de férias.
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Sofrer por canalhas resulta em mulheres mais fortes e independentes.
O inverno finalmente passou, e com ele passou a dor, as marcas, as lembranças, os sentimentos. Depois de meses habituada ao frio externo e também interno, o verão chegou, aquecendo meu coração, que por muito tempo estava gelado. Fiquei meses fechada, tentando fugir do mundo, fugir de tudo, tentando fazer fechar todas aquelas marcas. E o tempo passou mais rápido do que eu previa. O verão chegou e levou o frio para bem longe. O passado ficou preso lá trás e o sorriso voltou, mais forte, mais intenso. Sofrer dói, machuca, mas faz muito bem depois que passa. Hoje, tudo é mais intenso em mim. Meu sorriso, meu olhar, minha vontade de viver. Depois de tanto tempo não gostando de mim, brigando comigo mesma, hoje estou feliz, de bem comigo. Me transformei nessa menina-mulher mais independente, mais viva. E tudo isso foi graça a você. Sua canalhice me fez mais mulher, mais forte.
domingo, dezembro 11, 2011
Limpa
Durante quase todos os meses deste ano passei a tentar entender meus sentimentos. Chorei, gritei, enclausurei-me em meu quarto, deixei pessoas pra trás e algumas pessoas também me deixaram. Fiz uma limpa em tudo que me fazia mal: objetos, fotos, lembranças e até mesmo pessoas.Aprendi a ser independente dos meus sentimentos. Aprendi a levantar a sozinha. Chorei até não aguentar mais e meu corpo pedir pra parar. Fiquei por meses no escuro, fugindo da luz do sol. Fiz uma limpa de verdade em meu coração, livrando-me de fragmentos de amores passados que permaneciam ali, não sei por qual razão. Hoje estou limpa e ao mesmo tempo vazia.É estranho, eu que sempre vivia rodeada de sentimentos, hoje estar livre de todos eles. E isso fez um bem danado.
domingo, outubro 09, 2011
As folhas de outono...
A calmaria que eu sentia após descrever com precisão tudo que se passava por dentro de mim sumiu, e eu fiquei por dias olhando folhas em branco sem conseguir escrever nada, sem tem certeza do que eu estava sentindo no momento. Permaneci dias caladas sem vontade nenhuma, e eu não sabia o que estava acontecendo comigo. Chorei em silêncio abraçada em meu travesseiro ouvindo músicas melancólicas e comendo chocolate. Queria gritar, mas não tinha voz... Os dias foram passando e meus pensamentos, por fim, foram se clareando e eu fui conseguindo entender o porquê disso tudo, dessa sensibilidade toda que chegou de repente, sem avisar, e eu não podia por a culpa na TPM. Eu havia partido, deixando tudo pra trás, sem avisar, sem ter por que, sem razão. Eu apenas parti porque sabia que isso era o melhor pra mim, e eu sabia que se eu avisasse a coragem que eu tinha criado até então, sumiria rapidinho, como areia em minhas mãos em dias de ventania. Resolvi quebrar as correntes que me faziam permanecer em meio à dor, em meio a você. Eu estava realmente exausta de não gostar de mim, nem de nada, de não conseguir sorrir, de viver junto com a dor constante em meu peito. Eu quis me desprender de tudo que me trouxesse dor, queria voltar a gostar de mim, a ser feliz, a sorrir, a ser eu mesma. E foi isso que eu fiz, fui madura o suficiente para ver que eu estava cometendo um grande erro de novo, de escrever na mesma página, recoberta de mentiras e falsas promessas que você criou. Então, eu peguei esse capítulo e coloquei fogo e fiquei olhando, lentamente o fogo corroer as páginas, uma por uma. E quando só restaram cinzas eu levantei e segui um novo caminho, sem olhar pra trás. Nos primeiros dias, confesso que pensei em voltar atrás, e eu passei uma madrugada inteira me retorcendo em minha cama vazia, chorei até todas as lágrimas cessarem, e quando nasceu um novo dia, eu me senti diferente, havia uma sensação estranha correndo por entre minhas veias. Foi ai que eu percebi que finalmente tudo havia passado, meu sorriso havia voltado a iluminar meu rosto e meus olhos brilhavam com uma intensidade que eu desconhecia. Então foi ai que eu percebi que o tempo havia curado todas as férias e eu estava sendo feliz, de verdade, sem nenhum esforço, eu apenas estava feliz. E tem sido assim, desde então.
‘’ As folhas no outono não caem porque querem, mas sim porque chegou a hora’’
‘’ As folhas no outono não caem porque querem, mas sim porque chegou a hora’’
domingo, setembro 11, 2011
Olhos verdes
De repente, toda aquela multidão que me cercava tornou-se embaraçada, perdendo a nitidez. Parecia que o tempo havia parado. Eu me vi perdida e o seu olhar penetrante me chamou atenção. Aqueles olhos verdes intensos, quem seria? Parecia que eu já os conhecia. Senti como se o resto do mundo fosse preto e branco. Então seus olhos sumiram, a multidão voltou e o tempo voltou a correr.
quarta-feira, setembro 07, 2011
Joguinho estúpido.
Incontáveis folhas rabiscadas, muitas madrugadas em claro, milhares de fendas, milhares de lágrimas e uma dor incessante. Não vou mais jogar seu joguinho estúpido. Você já mostrou do que é capaz.
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