domingo, junho 29, 2014
Sai logo daqui
“A gente tem é que se amar muito, se respeitar muito pra chegar para o outro e dizer: se é isso que você me oferece, agradeço, mas recuso. Não quero esse pouco. Não quero essas partes. Não quero a sua metade. Vem inteiro, completo. Ou não vem. Ou nem te apresenta. Ou pega teus brinquedos e sai logo daqui.”
sábado, junho 28, 2014
Bagunça
Meu coração pulsa fraco. Meus olhos passam horas mirando algum objeto sem sentido nenhum. E por fim, um suspiro longo, como se fosse descarregar minha alma, e mesmo assim, não descarrega. Meus pensamentos, voam perdidos e se embaralham com o barulho da tv, que por sinal, só está ligada para evitar o silêncio cortante que se forma todos os finais de semanas, há três meses.
Hoje faz exatamente quarto dias desde que me dei por vencida. Desisti, não por ter mudado alguma coisa que eu sinto, mas por simplesmente cansar em bater na mesma tecla e não acontecer absolutamente nada.
Fiquei por meses alimentando uma história que nunca existiu para ambos os lados. Apenas para mim. A corta sempre esteve solta. E eu cai. Cai um tombo feio. Não aqueles de ralar os joelhos, mas sim, o coração.
A bandeira branca está exposta. Uma maneira idiota de ir me acostumando aos poucos a permanecer sem tua presença.Sem passar quase todas as horas do meu dia grudada no celular, conversando com você. Quando ao te ver, conseguir fazer meu coração não bater mais forte, nem querer loucamente te abraçar e ficar ali, aninhada em teus braços pra sempre. Ao te olhar nos olhos, não desabar em lágrimas.
Sei que o tempo que eu estabeleci para essa idiotice de bandeira branca é exatamente seis dias. Mais seis dias e eu vou acabar com o que não existe, o que nunca começou. Seis dias e eu vou caminhar para frente. Não vou por mais pontos finais, pois tudo isso virou uma história mal escrita com uma imensidão de reticências. Vou fechar o livro. E guardar na minha caixinha de decepções.
Não consigo achar um motivo sequer por gostar de você. Revirei minha mente umas cinco vezes seguidas e nada. Não há nenhum motivo relevante para tudo isso. Para essa dor de cabeça, noites mal dormidas e lágrimas.
Sempre soube que você era um daqueles caras que não valiam a pena. Que nem por decreto eu poderia me apaixonar. Mas eu não sei, todos os fatos estão escancarados na minha cara, e eu não consigo te deixar ir. E eu não encontro também o motivo por não conseguir ir embora.
E as palavras se perderam no meio de toda a bagunça que tem em meus pensamentos.
Hoje faz exatamente quarto dias desde que me dei por vencida. Desisti, não por ter mudado alguma coisa que eu sinto, mas por simplesmente cansar em bater na mesma tecla e não acontecer absolutamente nada.
Fiquei por meses alimentando uma história que nunca existiu para ambos os lados. Apenas para mim. A corta sempre esteve solta. E eu cai. Cai um tombo feio. Não aqueles de ralar os joelhos, mas sim, o coração.
A bandeira branca está exposta. Uma maneira idiota de ir me acostumando aos poucos a permanecer sem tua presença.Sem passar quase todas as horas do meu dia grudada no celular, conversando com você. Quando ao te ver, conseguir fazer meu coração não bater mais forte, nem querer loucamente te abraçar e ficar ali, aninhada em teus braços pra sempre. Ao te olhar nos olhos, não desabar em lágrimas.
Sei que o tempo que eu estabeleci para essa idiotice de bandeira branca é exatamente seis dias. Mais seis dias e eu vou acabar com o que não existe, o que nunca começou. Seis dias e eu vou caminhar para frente. Não vou por mais pontos finais, pois tudo isso virou uma história mal escrita com uma imensidão de reticências. Vou fechar o livro. E guardar na minha caixinha de decepções.
Não consigo achar um motivo sequer por gostar de você. Revirei minha mente umas cinco vezes seguidas e nada. Não há nenhum motivo relevante para tudo isso. Para essa dor de cabeça, noites mal dormidas e lágrimas.
Sempre soube que você era um daqueles caras que não valiam a pena. Que nem por decreto eu poderia me apaixonar. Mas eu não sei, todos os fatos estão escancarados na minha cara, e eu não consigo te deixar ir. E eu não encontro também o motivo por não conseguir ir embora.
E as palavras se perderam no meio de toda a bagunça que tem em meus pensamentos.
domingo, junho 22, 2014
Meio termo
“Se você soubesse o quanto dói te ver indo e vindo
não faria isso.
Ou vem, ou vai de vez.
Meio termo cansa.”
não faria isso.
Ou vem, ou vai de vez.
Meio termo cansa.”
Te chamar de idiota
A vontade dela é de te chamar de idiota. Porque é isso que você é. Está perdendo e ainda não percebeu. Está esperando pela legenda? Ela chora, respira, e isso não faz diferença pra você. E mesmo assim ela insiste em vocês. Talvez ela seja a idiota da história. Que ironia. Se não quiser perder, muito cuidado! Não a deixa ir embora. Cuida do pouco que restou de vocês pra ver se resta algo pra ser contado. Mas não a deixe sair pela porta. Você pode achar que sim, mas ela não voltaria pra buscar nada. Porque, na verdade, não ficaria nada para trás. Nem roupas, nem amor, nem lembranças. Só restará lamentações, dela e sua. Lamentações dela ter visto muita coisa numa pessoa que não viu nada nela.
Impossibilidade
"Também não sei se o que me prende tanto a você. Deve ser justamente essa impossibilidade de sermos, finalmente, nós."
sábado, junho 21, 2014
Olá dor
Olá dor, você por aqui novamente?
Tudo que venho escrevendo são pensamentos confusos, de você,
você, você e você. Você não pode sair um pouquinho da minha cabeça? E se quiser,
principalmente do meu coração.
Estou no meu limite. Acho que até o limite esgotou-se. O que me
faz continuar é, bem, eu não sei. Eu simplesmente não sei porque eu continuo
insistindo nesse barco furado.
Você e suas atitudes já deixaram bem claro que eu apenas estou
no barco furado. Você não. Você observa de longe. Sem se machucar. Claro, a
situação é tão cômoda.
E os pensamentos voaram longe, se embaralharam e estão aqui, bagunçando minha mente. Estou fitando essa folha durantes horas. E as palavras simplesmente não querem sair.
Tomara que passe logo
“Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo.”
— Tati Bernardi.
— Tati Bernardi.
quinta-feira, junho 12, 2014
Pedaços
Enquanto eu tava distraída, numa festa qualquer, você apareceu. E quem diria que aqueles malditos olhos seriam os mesmo que me fariam hoje perder o sono?. Disse com a boca cheia que você seria só mais um, mais uma diversão qualquer. Um mata tempo. Um joguinho. E eu acabei caindo no meu próprio jogo.
Gritei aos quatro ventos com o pulmão estufado que amor era coisa para louco e no meu coração não entrava mais visita. E quando me dei por conta quem estava entregando o coração de bandeja estava sendo eu.
Tentei me afastar, e acredito que já era tarde demais, Ou eu mesma não quis me afastar, porque achei que dessa vez talvez as coisas fossem ser diferentes. Inocente coração, a razão já gritava dizendo que não tinha como dar certo e mesmo assim, dei a cara para bater, e agora estou aqui, com o coração em pedaços toda vez que eu te vejo. Toda vez que eu sinto teu corpo junto ao meu.
Toda vez que me despeço, te dou adeus baixinho, acreditando que essa vez vai ser a última que irei te abraçar. E toda vez que eu te solto, minhas pernas tremem e as lágrimas correm soltas. Toda vez que te solto, sinto meu coração por um segundo parar.
Juro que o que eu mais queria era te afastar da minha vida, dos meus pensamentos e principalmente do meu coração, mas ao mesmo tempo eu tenho vontade de esperar você ''se decidir'' mesmo sabendo que a resposta é negativa.
Sei que você não vai largar as coisas por mim. Se quisesse, ja teria largado. O amor é assim, simples. Não há complicação. Se quer, faça. O resto é desculpas. E é o que você mais faz. Desculpas para todos os lados. E o pior de tudo isso é que meu coração idiota acredita em todas suas palavras. Acredita em suas desculpas. Acredita em seus abraços. Acredita em tudo mesmo quando todas as atitudes apontam para o contrário.
quarta-feira, junho 11, 2014
Uma dessas pessoas que entram e fazem bagunça
E no meio de uma brincadeira de um caso proibido, você desmanchou minha barreira de gelo de uma maneira tão fácil e sucinta que quando eu vi, era tarde demais. Quando eu me dei por conta, todas as letras de músicas faziam sentido. A vontade de estar contigo já era maior que tudo. E eu tinha uma necessidade imensa de te ver todos os dias. Só que começou errado. Eu não podia ter levado isso para frente, porque eu sabia que apesar de todas as suas palavras de amor, eu estava e ainda estou amando sozinha. Você não abriu mão de nada por causa de mim. Você diz que me ama, mas suas atitudes se contradizem.
Eu queria te dar um amor, que talvez eu nem tenha para dar. E apesar de todas as mágoas e pedras no caminho eu continuo aqui, com o coração rasgado te esperando se decidir.
Tem sido você desde o dia que eu te conheci. Eu sabia que no instante que te vi pela primeira vez, eu teria que me afastar. Não poderia te conhecer. Eu sabia que você carregava alguma coisa que me fascinou de uma maneira absurda. Eu me apaixonei e esqueci de levar meu cérebro junto. Fui colocando tantos pontos finais ''em nós'' que no fim, acabamos cheios de reticências. E eu prometo todos os finais de semanas que na segunda feira eu não vou mais te olhar, nem te querer perto de mim. E toda segunda feira eu quebro essa promessa. A vontade de estar perto de ti é maior que meu orgulho e por mais que meu coração esteja em pedaços não consigo te deixar ir embora. Eu poderia te abraçar pra sempre, e mesmo assim não seria o suficiente. E sei que eu preciso por um ponto final definitivo, te arrancar da minha vida e do meu coração. Porque o ''nós'' nunca vai existir. Nós nunca seremos nós. Nossa história não passa de um passa tempo. Não temos uma história. E mesmo quando eu conseguir te deixar para trás e estar com outra pessoa, sempre vai existir um momento que eu vou lembrar de você e vou sentir falta do seu sorriso e do teu abraço. Mas a culpa é tua. Você me tem nas mãos e parece não cuidar disso. Você está fazendo de tudo para me perder. Só não espere eu ir embora para perceber que é ao meu lado que você quer ficar, porque por enquanto eu ando pondo reticências nisso tudo, mas no momento em que eu decidir te deixar para trás, eu não volto atrás. Você tinha tudo para ser uma das pessoas mais importantes que eu já conheci e me relacionei, mas você está preferindo ser só mais uma dessas pessoas que entra em nossa vida e faz bagunça.
Não pode ser amor
''E lá vem você me olhar apaixonado e, no segundo seguinte, frio.
E me falar para eu não sofrer e para eu ir embora e para eu não esperar nada e para eu não desistir de você.
E eu me digo que não é você.
Porque, se fosse, meu sono seria paz e não vontade de morrer.
Me despeço, já sem aquela dor aterrorizante, das partes de você que mais amo.
Ainda que eu nem te ame mesmo.
Ainda que nada disso seja amor.
Preciso me aliviar.
O mundo não suporta mais esse meu não amor por você.
Meus amigos espalmam a mão na minha cara e já vão logo adiantando que se eu pronunciar seu nome, eles vão embora sem nem olhar para trás.
Remédios só me deixam com um bocejo químico e a boca do estômago triste, mas não tiram você do meu coração.
E escrever, que sempre foi a única coisa que adiantava para os dias passarem menos absurdos, já se tornou algo ridículo.
Escrever sobre você de novo?
De novo?
Tenho até vergonha.
Nem eu suporto mais gostar de você.
E olha que nem gosto.
E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar'' - Tati bernardi
E me falar para eu não sofrer e para eu ir embora e para eu não esperar nada e para eu não desistir de você.
E eu me digo que não é você.
Porque, se fosse, meu sono seria paz e não vontade de morrer.
Me despeço, já sem aquela dor aterrorizante, das partes de você que mais amo.
Ainda que eu nem te ame mesmo.
Ainda que nada disso seja amor.
Preciso me aliviar.
O mundo não suporta mais esse meu não amor por você.
Meus amigos espalmam a mão na minha cara e já vão logo adiantando que se eu pronunciar seu nome, eles vão embora sem nem olhar para trás.
Remédios só me deixam com um bocejo químico e a boca do estômago triste, mas não tiram você do meu coração.
E escrever, que sempre foi a única coisa que adiantava para os dias passarem menos absurdos, já se tornou algo ridículo.
Escrever sobre você de novo?
De novo?
Tenho até vergonha.
Nem eu suporto mais gostar de você.
E olha que nem gosto.
E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar'' - Tati bernardi
terça-feira, abril 22, 2014
E daí que vai acontecer tudo de novo.
“- Eu nunca gosto de nada, e gostei tanto de você.
- É?
- Droga.
- O quê?
- Eu falando de gostar.
- E daí?
- E daí que vai acontecer tudo de novo.
- O quê?
- Vou sentir demais, falar demais, escrever demais. E você vai embora.”
— Tati Bernardi.
- É?
- Droga.
- O quê?
- Eu falando de gostar.
- E daí?
- E daí que vai acontecer tudo de novo.
- O quê?
- Vou sentir demais, falar demais, escrever demais. E você vai embora.”
— Tati Bernardi.
domingo, abril 13, 2014
Fogo e gelo não se amenizam
Você está ai, me observando de longe, esperando qualquer passo incerto meu para jogar em minha cara que eu sou a culpada por tudo que aconteceu e deixou de acontecer entre nós. Mas a verdade é que ninguém tem culpa. Talvez eu tenha uma parcela sim, por ter deixado uma brincadeira ir longe demais. Te olhar e imaginar a vida ao seu lado me dá tédio. Ao te ver, meus olhos não brilham, e quando você chega perto de mim, não surge borboletas em meu estômago. Quando você está longe, meu coração não aperta de saudade.
A verdade é que me segurei em você quando me senti perdida. Talvez perdida nem seja a palavra certa para usar. Carência. Essa mesma! Eu estava precisando de um colo amigável e alguém que me passasse segurança e pronto, você surgiu. Você, todo certinho, um cara sério. Porque não? Mas com o passar do tempo, percebi que fogo e gelo ao se cruzarem não se amenizam.
Então é por isso mesmo que eu não posso te levar adiante. Não posso te levar a sério. Se eu continuar fazendo isso, estarei criando ilusões de meros sentimentos que nunca existiram, nem vão existir. É por isso que quando você segurou meu braço, encarando-me como se estivesse procurando o fundo da minha alma, ou algum resquício em meus olhos onde mostrassem amor, eu pedi para me largar e você falou que se eu virasse as costas, as coisas estariam acabadas. E eu num tom esbanjando ironia falei '' que coisas?'' e parti.
A verdade é que me segurei em você quando me senti perdida. Talvez perdida nem seja a palavra certa para usar. Carência. Essa mesma! Eu estava precisando de um colo amigável e alguém que me passasse segurança e pronto, você surgiu. Você, todo certinho, um cara sério. Porque não? Mas com o passar do tempo, percebi que fogo e gelo ao se cruzarem não se amenizam.
Então é por isso mesmo que eu não posso te levar adiante. Não posso te levar a sério. Se eu continuar fazendo isso, estarei criando ilusões de meros sentimentos que nunca existiram, nem vão existir. É por isso que quando você segurou meu braço, encarando-me como se estivesse procurando o fundo da minha alma, ou algum resquício em meus olhos onde mostrassem amor, eu pedi para me largar e você falou que se eu virasse as costas, as coisas estariam acabadas. E eu num tom esbanjando ironia falei '' que coisas?'' e parti.
terça-feira, março 04, 2014
Bola gigante de sentimentos
Sabe aquela sensação de estar perdida entre caminhos conhecidos e ao mesmo tempo desconhecidos? Isto é eu, percorrendo milhas e milhas em meus pensamentos, encontrando pseudo soluções para problemas imaginários, respostas para situações que não aconteceram, desculpas contraditórias para meus atos descompassados, perguntas formuladas que eu sei que nunca encontrarei uma resposta certa, pois a única pessoa que poderia ser capaz de responder está muito longe daqui, e mesmo se estivesse perto, preferiria ficar com esse amontoado de dúvidas e cortes do que olhar para seu semblante patético.
Tanta coisa aconteceu desde que eu parei de me refugiar em minhas palavras, que eu não sei mais colocar ordem em todas essas frases desconfiguradas que se passam em minha cabeça. Na verdade, nunca entendi o motivo principal desse afastamento repentino de umas das únicas coisas que me fazia sentir conforto. E agora tanto faz, não vou patrulhar em becos escuros do meu consciente através de respostas, pois sei que encontrarei marcas das quais não quero sentir a dor novamente, e bem, eu já tenho marcas suficientes para cicatrizar no presente.
Sinto meu coração pulsando tão forte em meu peito que as vezes acho que ele irá sair pela boca, mas em momentos, sinto um buraco tão imenso e tão frio que chega arrepiar minha pele. Nesses últimos meses, encontrei tantos pseudo amores, e acho que foi isso que me enfraqueceu. Me sinto uma bagunça ambulante, e toda vez que tento organizar, bagunço mais ainda. Chega uma hora que cansa se doar, cansa por a cara pra bater, cansa ver as coisas darem errado. E essa hora já chegou faz tempo. Confesso que não sei o que fazer, na verdade até sei, sei que fazer uma limpeza e retirar todas as bagagens desnecessárias é o melhor, mas sinto uma pontinha de medo, medo de se arrepender, medo de por coisas foras e amanhã sentir falta.
Tem tanta coisa entalada aqui dentro, que parece que se eu gritasse aos quatro ventos tudo isso até ficar sem voz ainda não seria suficiente. Tem tanta coisa me engasgando diariamente. Tem tanta coisa mal resolvida para se resolver, tantos sentimentos esquisitos aglomerados formando uma bola de neve gigante.
Tem tantos sentimentos incompletos que eu não sei o que fazer com eles. Tem angústia, tem raiva, tem dor, tem arrependimento, tem tudo isso e mais um pouco, tudo misturado. Tento desenrolar, separar um por um, mas é um ''trabalho'' cansativo que acaba me desgastando ainda mais.
A verdade é que a causa de tudo é isso tem um nome específico, um sobrenome específico. Você chegou de mansinho e quando eu vi já havia quebrado minha barreira protetora de gelo. E eu deixei, eu confiei, eu criei expectativas e em menos de três meses tudo se fora pelo ralo, e eu me vi em crise, com um coração despedaçado novamente. E já se passou cinco meses, e não tem um único dia sequer que alguma lembrança tua não surja em meus pensamentos. Eu sinto tanta falta, como eu sinto, só eu sei. Eu saí, eu fiz festa, eu bebi, eu conheci outras pessoas, mas toda vez que eu chegava em casa e deitava a cabeça em meu travesseiro, era seu cheiro que eu queria sentir. Era seus braços que eu queria que me acolhessem. Era você.
Mas, toda vez que eu sinto sua falta, eu me lembro tudo o que você me fez, toda a dor que me fez sentir e a saudade já não é mais saudade, é um sentimento transitório entre o vazio e raiva por estar perdendo meu tempo pensando em você.
O problema é que eu crio expectativas em cima de castelos feitos sob areia movediça. Eu confio demais. Eu espero demais.
Estaria feliz se fosse só isso que tumultuasse meus pensamentos. Há tantos pequenos sentimentos que eu cultivei nesses últimos tempos. Sentimentos que são confusos até pra mim, por isso eu deixo ali, deixo a bola de neve quieta. Sei que preciso desfazê-la, e estou fazendo aos poucos. Aos poucos vou me livrando dessas bagagens, uma por uma, parcela por parcela.
Tanta coisa aconteceu desde que eu parei de me refugiar em minhas palavras, que eu não sei mais colocar ordem em todas essas frases desconfiguradas que se passam em minha cabeça. Na verdade, nunca entendi o motivo principal desse afastamento repentino de umas das únicas coisas que me fazia sentir conforto. E agora tanto faz, não vou patrulhar em becos escuros do meu consciente através de respostas, pois sei que encontrarei marcas das quais não quero sentir a dor novamente, e bem, eu já tenho marcas suficientes para cicatrizar no presente.
Sinto meu coração pulsando tão forte em meu peito que as vezes acho que ele irá sair pela boca, mas em momentos, sinto um buraco tão imenso e tão frio que chega arrepiar minha pele. Nesses últimos meses, encontrei tantos pseudo amores, e acho que foi isso que me enfraqueceu. Me sinto uma bagunça ambulante, e toda vez que tento organizar, bagunço mais ainda. Chega uma hora que cansa se doar, cansa por a cara pra bater, cansa ver as coisas darem errado. E essa hora já chegou faz tempo. Confesso que não sei o que fazer, na verdade até sei, sei que fazer uma limpeza e retirar todas as bagagens desnecessárias é o melhor, mas sinto uma pontinha de medo, medo de se arrepender, medo de por coisas foras e amanhã sentir falta.
Tem tanta coisa entalada aqui dentro, que parece que se eu gritasse aos quatro ventos tudo isso até ficar sem voz ainda não seria suficiente. Tem tanta coisa me engasgando diariamente. Tem tanta coisa mal resolvida para se resolver, tantos sentimentos esquisitos aglomerados formando uma bola de neve gigante.
Tem tantos sentimentos incompletos que eu não sei o que fazer com eles. Tem angústia, tem raiva, tem dor, tem arrependimento, tem tudo isso e mais um pouco, tudo misturado. Tento desenrolar, separar um por um, mas é um ''trabalho'' cansativo que acaba me desgastando ainda mais.
A verdade é que a causa de tudo é isso tem um nome específico, um sobrenome específico. Você chegou de mansinho e quando eu vi já havia quebrado minha barreira protetora de gelo. E eu deixei, eu confiei, eu criei expectativas e em menos de três meses tudo se fora pelo ralo, e eu me vi em crise, com um coração despedaçado novamente. E já se passou cinco meses, e não tem um único dia sequer que alguma lembrança tua não surja em meus pensamentos. Eu sinto tanta falta, como eu sinto, só eu sei. Eu saí, eu fiz festa, eu bebi, eu conheci outras pessoas, mas toda vez que eu chegava em casa e deitava a cabeça em meu travesseiro, era seu cheiro que eu queria sentir. Era seus braços que eu queria que me acolhessem. Era você.
Mas, toda vez que eu sinto sua falta, eu me lembro tudo o que você me fez, toda a dor que me fez sentir e a saudade já não é mais saudade, é um sentimento transitório entre o vazio e raiva por estar perdendo meu tempo pensando em você.
O problema é que eu crio expectativas em cima de castelos feitos sob areia movediça. Eu confio demais. Eu espero demais.
Estaria feliz se fosse só isso que tumultuasse meus pensamentos. Há tantos pequenos sentimentos que eu cultivei nesses últimos tempos. Sentimentos que são confusos até pra mim, por isso eu deixo ali, deixo a bola de neve quieta. Sei que preciso desfazê-la, e estou fazendo aos poucos. Aos poucos vou me livrando dessas bagagens, uma por uma, parcela por parcela.
sábado, dezembro 07, 2013
terça-feira, dezembro 03, 2013
Tem dias...
Tem
dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos
buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites
para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude
é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente
sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima,
normais que somos.
- Martha Medeiros
- Martha Medeiros
segunda-feira, novembro 25, 2013
''Não se prenda a ninguém. Porque se te soltarem,você cai.''
Meu grande erro é sempre criar altas expectativas em cima de um terreno movediço e incerto. Uma coisa é gostar, dar carinho é diferente. Mas, alguém explica isso pro meu coração? Ele insiste em se jogar no precipício sem saber se vai ter alguém lá em baixo para amortecer minha queda e me salvar em seus braços.
''Não se prenda a ninguém. Porque se te soltarem,você cai.''
''Não se prenda a ninguém. Porque se te soltarem,você cai.''
sexta-feira, novembro 22, 2013
Se você precisa ir, então vai
''Se você precisa ir, então vai. De bagunça e pesos desnecessários já basta eu. Pode ir, já estou acostumada a depositar sentimentos e expectativas em algo que não irá dar certo. ''
sexta-feira, outubro 18, 2013
Já passa
Chuck: Por que você tá chorando?
Blair: Porque eu te amo e não aguento mais um dia sem você. Porque suas provocações me fazem ficar mal, porque seu desinteresse dói lá no fundinho. Porque eu sinto falta de tudo que nós vivemos, sinto falta dos seus carinhos, seus beijos, sinto falta do jeito como me tratava. Porque você me trata mal, porque você não tá nem aí pra mim, porque eu passo o dia me perguntando como você tá, porque dói saber que você fica com outras, que você faz outra menina sentir tudo que eu sinto. Porque eu tô cansada de te amar e não poder demonstrar, tô cansada de tentar te mostrar que sinto a sua falta e só levar patada, corte. Porque eu cansei de fingir que é passado, que eu não tô nem aí. Porque eu odeio a incerteza, odeio sua indiferença. Porque eu te amo. Não é nada, não se preocupa. Já passa.
Blair: Porque eu te amo e não aguento mais um dia sem você. Porque suas provocações me fazem ficar mal, porque seu desinteresse dói lá no fundinho. Porque eu sinto falta de tudo que nós vivemos, sinto falta dos seus carinhos, seus beijos, sinto falta do jeito como me tratava. Porque você me trata mal, porque você não tá nem aí pra mim, porque eu passo o dia me perguntando como você tá, porque dói saber que você fica com outras, que você faz outra menina sentir tudo que eu sinto. Porque eu tô cansada de te amar e não poder demonstrar, tô cansada de tentar te mostrar que sinto a sua falta e só levar patada, corte. Porque eu cansei de fingir que é passado, que eu não tô nem aí. Porque eu odeio a incerteza, odeio sua indiferença. Porque eu te amo. Não é nada, não se preocupa. Já passa.
domingo, outubro 13, 2013
Não mais
“Tô aqui
aprendendo que nem todos dão valor ao que você pode oferecer, e acabar
demonstrando afeto demais começa a encher o saco, e eu digo tudo isso da minha
parte. Chega de ligações, preocupações, sentimentos demonstrados aos extremos.
Vou ficar mais relax mesmo… não quer me ligar, não liga, mas também não
ligarei. Não quer me ver, não me veja, mas também não sairei que nem doida
atrás de você pra saber se a gente vai se ver, que horas é o nosso encontro,
não mais.”
— Caio Fernando Abreu
— Caio Fernando Abreu
domingo, setembro 15, 2013
De volta
Quando me machuco ou me decepciono muito, invés de colocar tudo isso para fora, eu guardo pra mim, fico remoendo lá no fundo da minha mente. E não consigo passar para o papel tudo que eu sinto. Mas tudo passa, não é?. Quando a vontade incessante de escrever surge, já sei que superei e que não me incomoda mais.
O começo desse ano foi bagunçado e tudo aconteceu da última maneira que eu achei que poderia acontecer. Errei muito e errei feio. Errei para não machucar alguém e quem saiu quase morta depois de uma batalha naval, fora eu.
O amor é tão simples e a gente sempre complica. Depois é fácil dizer ''ah, o amor só sabe machucar''. Mas quando algo machuca muito, não é amor. É qualquer outra coisa, menor amor.
Meu coração estava voltando a ser leve e nem era mais preciso usar curativos, pois as cicatrizes estavam curadas. Mas, você apareceu, dizendo um amontoado de palavras, e eu fiquei sem chão. Como pode, você se apaixonar por mim? Desde o começo, a gente combinou que era brincadeira e que não ia passar disso. Agora, você estava lá, parado em minha frente, com os olhos brilhando, como eu poderia dizer não? Agora eu vejo, se eu tivesse dito não, teria poupado tanto estress, tantas noites sem sono, tantas brigas, tantos gritos e tantos cortes.
Uma escolha errada, resultou em tantas coisas erradas esse ano, mas eu consegui fazer a escolha certa, sabendo que perderia você, perderia aqueles três anos de confidências e segredos. Fiz o certo, mas perdi você, e parecia que havia perdido um pedaço de mim. Mas você nunca entendeu, e talvez eu nunca consegui deixar bem claro o que eu sentia. Eu o amava tanto, mas o amava como uma amiga, nunca como namorada.
Era tanta informação para minha cabeça. Era tanta coisa errada acontecendo... Mas agora tudo se ajeitou sabe? Eu estou tão feliz. Feliz como não me sentia há muito tempo. Minhas dores de cabeça cessaram. O estress passou. As madrugadas agonizadas e o choro em meu travesseiro ficaram lá trás.
Estou fazendo o que eu mais amo, e a cada dia percebo que não fui eu que escolhi ser veterinária, ela que me escolheu. Achei meu lugarzinho. Encontrei amizades que valem a pena e talvez mais um romance, quem sabe né?
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